Como anda sua ansiedade?

A maioria das pessoas com quem converso, não quer sentir ansiedade, ou qualquer outra emoção desagradável. E não posso culpá-las por isso. Ninguém gosta de desconforto, nem eu! No entanto, não posso me omitir de minha responsabilidade em orientar e trazer explicações que ajudem as pessoas a entenderem melhor seus sentimentos e emoções, o que na minha área chamamos de “psicoeducação”.

Antes de qualquer coisa, antes mesmo de você responder a pergunta inicial que fiz, preciso deixar claro que tudo BEM você sentir ansiedade. Todos nós a sentimos, e ela é essencial para nossas vidas. “Como assim, devo sentir ansiedade então?” SIM!! DEVE sentir, porque a ansiedade é um mecanismo de defesa que todos os seres humanos possuem, ou pelo menos deveriam possuir. É um alerta do nosso organismo para situações que podem ser arriscadas e que podem causar danos para nossa vida. Ou ainda, é uma luz vermelha que pisca na nossa mente, sempre que há algo errado ou algo com o qual deveríamos nos preocupar. Por isso ficamos ansiosos em situações de provas, pois nossa mente está tentando prever tudo o que precisamos saber para passar. Ou ainda, em situações mais extremas, como um assalto, nosso corpo se prepara para fugir ou atacar, então nosso coração e respiração aceleram, podemos sentir suor, calor, tremores. E isso é tudo uma reação fisiológica para esta emoção, que no fundo, está tentando nos proteger do perigo.

A maioria das pessoas com quem converso, não quer sentir ansiedade, ou qualquer outra emoção desagradável. E não posso culpá-las por isso. Ninguém gosta de desconforto, nem eu! No entanto, não posso me omitir de minha responsabilidade em orientar e trazer explicações que ajudem as pessoas a entenderem melhor seus sentimentos e emoções, o que na minha área chamamos de “psicoeducação”. Portanto, todas as pessoas, possuem algum nível de ansiedade, sem que estejam com algum transtorno psicológico. Contudo, há pessoas que têm esse nível mais baixo e em outras ele é, naturalmente, mais elevado e ainda assim, podem não ter nenhum transtorno de ansiedade. Você deve conhecer – ou ser – alguém que as pessoas descreveriam como “relax”: calma, tranquila, “um poço” de paciência. Pessoas que demoram a responder diante de situações aparentemente estressantes. Ou ainda, pode ser alguém que parece estar preparado sempre para qualquer problema, pensa muito em tudo antes que aconteça, para estar preparado. Estes seriam exemplos de pessoas com ansiedades de níveis diferentes, mas que não tem sofrimento ou desajuste significativo em sua vida que os qualifique com algum transtorno. Como em tudo na vida, essas pessoas terão consequências para seus estilos de vida, mas não é sobre isso que quero me ater agora.

Quando vivemos situações de incerteza, e medo quase que generalizado, como estamos vivendo nestes últimos dias, é comum e natural que a ansiedade de todos aumente um pouco. E como falei anteriormente, isso se justifica pelo fato de precisarmos estar preparados para enfrentar o risco que este novo vírus (COVID-19), que está circulando no mundo todo.

É normal que todos estejamos nos sentindo mais atentos, porque este é o papel fundamental da ansiedade. Porém, pode ser que você esteja se sentindo como se nunca descansasse, como se sua mente não conseguisse parar de pensar em coisas ruins que podem acontecer, ou mesmo, que sua mente esteja lhe falando que coisas ruins vão acontecer com você. Você pode estar sentindo-se sobrecarregado, mentalmente e emocionalmente, e passa a sentir no seu corpo todos os “sinais” de preparação da ansiedade para que você ataque ou fuja, literalmente.

Tudo isto, pode estar incapacitando você de viver seu dia a dia com sua família, está atrapalhando suas atividades mais básicas, como comer, dormir, conversar. É neste momento que podemos entender que a ansiedade passa a ser um problema, quando ela se torna disfuncional, ou seja, nos impede de funcionar normalmente.

Habitualmente são nessas situações que eu recomendo ajuda profissional, seja terapia psicológica ou uso de medicação (sempre com acompanhamento médico especializado). Daí você pode me perguntar: “Ok, mas como vou sair de casa para ser atendido, no meio desta crise?” Hoje, em função de todo este problema, já existem locais e profissionais disponíveis para realizar atendimentos de forma remota (online), inclusive gratuitamente. Claro que os casos serão sempre avaliados para ver a necessidade de algum encontro presencial, mas se você percebe que sua ansiedade está em um nível mais elevado neste termômetro que descrevi, não deixe de procurar ajuda.





Agora, se você está percebendo que sua ansiedade está se elevando, mas ainda consegue ter certo domínio sobre seus pensamentos e atitudes, lembre-se: você pode guiar sua mente e consequentemente seu comportamento. E para isso, seguem algumas dicas simples, mas eficazes:

  • Procure se afastar de noticiários e grupos de conversas que só trazem notícias ruins, afinal, toda a informação que você precisa para se proteger, você já tem. Agora confie e pratique!
  • Busque realizar atividades prazerosas para você. Leia um livro, assista uma série ou filme, jogue algum video game, se tem filhos, aprenda uma nova brincadeira. Você pode aprender uma nova receita, utilizando o que está no seu armário. Pode organizar seu guarda-roupas, ou pode dormir uma soneca!
  • Pratique alguma atividade física. Pule corda, caminhe ou ainda, busque algum treino online.
  • Ligue ou troque mensagens com algum amigo. Fale sobre seus sentimentos com sua família também.
  • Exercite sua espiritualidade. Reze/ore, leia, cante.
  • Faça uma boa ação. Ligue para aquele casal de idosos que está sozinho e/ou quando for ao mercado, compre algo para eles.
  • Preserve sua autoestima. Arrume-se como se fosse sair. Arrume a cama, tome banho, faça as unhas ou a barba.
Lembre-se a ansiedade é essencial para sua vida, mas a função dela é proteger você, não massacrá-lo(a). Assuma o controle de sua mente! Acredite, você é capaz! E se não sentir-se assim, procure ajuda, essa situação vai passar, e você pode sair dela ainda mais forte!

Autor

Psicóloga

Larissa de Medeiros

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